Fotógrafa brasileira se registra nua para voltar amar seu corpo pós-maternidade

Depois de que sua filha nasceu, a fotógrafa Juliana Caribé demorou para conseguir se olhar no espelho e voltar a se reconhecer. Segundo ela, esse processo de reconhecimento, que ainda está acontecendo, passa por aceitar e viver seu novo corpo.

Ela entende que o corpo é apenas o veículo que utilizamos para expressar o que somos internamente, e para conseguir ressignificar tantas mudanças vividas a partir da maternidade, ela, acostumada a fotografar tanta gente, resolveu que era hora de virar as lentes para si mesma.

JCaribé5

Quando enfim apontou sozinha a câmera para si e decidiu se fotografar, Juliana conta que descobriu uma beleza e sensualidade que estavam adormecidas. “E eu me permiti ser mulher – e não apenas mãe -, e me permiti amar esse meu novo corpo, e sentir prazer na existência dele como ele é”, afirma.

JCaribé14

Para ela, o autoensaio procura muito mais do que realizar registros bonitos de uma mulher nua, mas sim um processo de resgate, de redescobrimento de si, assim como uma sugestão de possibilidade e amor-próprio para qualquer pessoa. “É uma peça importante de um quebra-cabeças pós-maternidade que eu estou, aos poucos, conseguindo montar”.

JCaribé13

JCaribé12

JCaribé11

JCaribé10

JCaribé9

JCaribé8

JCaribé7

JCaribé6

JCaribé4

JCaribé3

JCaribé2

JCaribé1

JCaribé15

JCaribé16

Você pode seguir o trabalho de Juliana pelo Instagram ou por seu blog.

Todas as fotos © Juliana Caribé

Recentemente o Hypeness mostrou uma série de autorretratos nus feito por cartunistas mulheres para protestarem contra o machismo. Relembre.

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Curso básico para fotografar mulheres nuas sem ser um babaca

Nas últimas semanas, algumas denúncias graves pipocaram nas redes sociais relatando casos de modelos que sofreram assédio de fotógrafos. Um deles, inclusive, era “famoso” no meio de música eletrônica e tinha um apreço especial de pedir fotos das suas futuras modelos mostrando a lingerie para “testar”. Outro, chegou a tocar em diversas meninas que sequer seguiam carreira de modelo durante as sessões de fotos. Essas duas denúncias foram as primeiras de, provavelmente, muitas que ainda estão por vir.

Não é de se surpreender que esses fotógrafos usavam a desculpa de fazer “ensaios sensuais” para abusar das modelos que topavam participar do projeto. Com o crescimento de fotógrafos do Instagram e profissionais mais veteranos que gostam de tirar fotos de nu, infelizmente é preciso falar o básico: não aproveite de ninguém em qualquer situação e, pior ainda, se essa relação for de trabalho.

Com isso em mente, pedimos para três experientes modelos da nova cena de peladezas jovens darem dicas para fotógrafos homens que estão começando. Um tutorial rápido e prático sobre o que não fazer com as modelos. Jacqueline Jordão, Karina Wenceslau e Thays Vitangelo também contaram algumas histórias de horror que passaram enquanto estavam trabalhando.

“Já aconteceu de estar no meio de um ensaio e o fotógrafo chegar pra mim e dizer o quão difícil era pra ele se controlar e não sentir tesão em me ver pelada. Isso no meio do ensaio. Me senti super fragilizada”, conta Karina.

Já Thays relatou ter sofrido abusos verbais de um fotógrafo e já chegou a perder trabalho porque não aceitou sair com um figurão do meio. Ela também já se posicionou ativamente nas suas redes sociais contra fotógrafos que usam projetos de empoderamento feminista para xavecar as modelos (profissionais e não-profissionais) que passavam por suas lentes.

Thays concorda que essa aparição de denúncias é positiva, mas aponta que ainda é muito pouco. Apesar de modelos e fotógrafos criarem grupos fechados de trocas de experiências ruins e indicações de pessoas confiáveis, a voz da modelo que foi abusada ainda é muito desconsiderada. “Percebemos que não falávamos dos abusos por conta do fotógrafo ser ‘famosinho’, e o pessoal tinha medo. Você vai falar isso e sair como errada, ou louca ou querendo atenção. Também percebemos que é difícil ter voz, porque muitas pessoas ainda enxergam isso [o nu fotográfico] como errado, porque fomos nós que topamos em posar peladas.”

Já a Jacqueline conta que foi menosprezada pelos fotógrafos por ser modelo plus size. “Tem fotógrafo que só me chama para falar que tirou foto de mina gordinha. Depois, ele caga para mim. Quando comecei a fotografar, saí do meu primeiro ensaio e falei que queria fazer aquilo pra sempre. Todo mundo que estava comigo deu risada e duvidou de mim. Depois que vieram outras oportunidades, eles ficaram em choque.”

Tenha um portfólio (Organizado? Melhor ainda)

“Eu sempre peço referência de um fotógrafo para outras meninas e, principalmente, vejo o portfólio dele para ver se ele é fotógrafo mesmo. Existem alguns homens por aí que nem fotografam e usam isso para se aproveitar”, conta Karina.

Além disso, você já deve saber que é pelo seu portfólio atualizado e organizadinho que as modelos e outras pessoas que estão considerando trabalhar com você vão bater o martelo. Inclusive, não é nada incomum as modelos toparem (ou não) fotografar com base nos trabalhos que você fez. “Sempre vejo os trabalhos de alguém antes de topar alguma coisa. Se não me interessa o trabalho, não faço”, explica Thays.

“Tem muito doido por aí que fala que trabalha com isso, mas na hora de você ver o portfólio só tem fotos antigas”, conta Karina.

Tenha um projeto (de verdade) e deixe o feminismo para as mulheres

É fácil de captar se o fotógrafo quer só comer mulher ou quer fazer um trabalho bacana de verdade. Não adianta só querer fotografar mulher pelada pra arranjar uma foda e vender como se fosse um grande trabalho feminista inovador. “Quando tem uns papos de feminismo e o fotógrafo é homem, sempre fico com o pé atrás”, diz Thays.

De fato, dá pra catar de baciada esses tipo de trabalho em que o fotógrafo em questão quer celebrar a beleza feminina e faz isso fotografando apenas garotas consideradas lindas por unanimidade. “Se você faz tanta questão de usar isso pro seu trabalho, não chame só as meninas que você acha lindas. Caso não achar legal, também não use palavras como ‘empoderamento’, ‘feminismo’ e afins. Não faz nenhum sentido”, completa.

Karina acredita que essa questão é problemática. “Eu sempre acho estranho homem fotografando a mulher desse jeito, focando no empoderamento. Entendo que o cara quer dizer que todas as mulheres são bonitas e tudo mais, mas hoje em dia existem muitas mulheres fotógrafas que poderiam ter espaço para fazer isso e abordar essa tema com mais sensibilidade.”

“O fotógrafo precisa explicar tudo que ele quer fazer e quais são as intenções dele. Desde como ele teve a ideia e como ele quer concretizar isso com você. A pessoa precisa se sentir segura com seu trabalho. Já deixei de fazer por não sentir a segurança necessária porque não gostei do jeito que ele colocava as modelos na internet”, aconselha Jacqueline.

Tenha coerência, pense no que você quer fazer, o que você quer passar e saiba escrever decentemente sobre ele para explicar para a modelo. É importante também entender que, sim, a modelo é livre para não topar seu convite. O que nos leva para o próximo item:

Saiba abordar respeitosamente e também receber um “não” eventual

“Já recebi direct [no Instagram] de homens falando que queriam me fotografar porque eu sou linda. Não quero saber disso, quero saber quem é você e o seu trabalho. Quer chamar? Chama, mas de forma profissional. Muitos levam isso na brincadeira. Não sou sua íntima”, reclama Thays.

Karina também pede para os caras jamais, em hipótese nenhuma, pedirem fotos antes. Aliás, se você pede isso é porque provavelmente está na maldade.

“Se começa falando que eu sou linda, já descarto. Beleza, eu sou bonita, eu sei disso, mas por isso exijo que eles tenham um contato mais profissional comigo do que fazer comentários sexuais ou sobre a minha aparência. Não gosto que peçam coisas também, tipo foto de bunda, peito. Não funciona assim.”

Vale dizer que essa frase deve ser aplicada não só no campo profissional, como pra sua vida civil também. A modelo tem diversos motivos para aceitar ou não seu convite para trabalhar. Acredite, reclamar só piora a situação.

“Normalmente, os fotógrafos lidam de um jeito tranquilo com isso, mas já rolou de um cara me chamar para tirar foto minha nua no meio da natureza. Era um trabalho que exigia que eu me deslocasse para um lugar afastado e ele não podia pagar cachê. Eu recusei e ele ficou puto”, conta Karina.

Não tem problema não ter grana pra pagar cachê, mas é importante entender que as modelos também pagam contas e comem. Então, sim, muitas delas vão perguntar sobre o valor oferecido. Respire fundo, inspire, explique a situação e não seja aquele reclamão que acha que a modelo tem um problema pessoal com você.

“Não faz sentido você aceitar todos os trabalhos e óbvio que tem cara que fica indignado e gera toda essa revolta. As pessoas precisam entender que, assim como outros fotógrafos não me chamam para fotografar pelo motivo que seja, eu também posso escolher não trabalhar com alguém. Pelo motivo que seja”, explica Karina.

Seja um ser humano minimamente decente na internet

Não adianta vender projeto feminista bonitinho ou pagar de homem renascentista pra descolar facilidades, sendo que no Instagram, Facebook e afins você adora meter o doidão e falar coisas ridículas.

Devo lembrar que você é constantemente observado na rede mundial de computadores, inclusive por gente que trabalha ou futuramente irá trabalhar com você. Provavelmente você deve fazer a mesma coisa com os outros, não?

Acredite, ser um bostão no seu perfil pessoal queima muito o filme. Quer falar merda? Fale no privado pros seus amigos.

“Se o cara posta alguma coisa sobre o trabalho que ele está fazendo no dia, falando que a modelo é linda, maravilhosa, etc, já não gosto. Tudo bem, posta falando sobre o trabalho, mas dispense os xavecos. Outra questão é se eu vejo que ele compartilhou algo muito machista”, diz Thays.

“Conta muito o jeito dele na internet. Com certeza, tudo bem que a profissão é diferente, mas é a mesma pessoa que tá lá. Se o cara se diz fotógrafo de mulher e posta coisa machista jamais faria algo com ele”, engrossa Jacqueline.

Na hora de fotografar

1. Não reclame se a modelo levar alguém de confiança para acompanhar a sessão.

A solução de muitas modelos é sempre levar alguém de confiança — seja uma amiga ou o namorado — para acompanhar as sessões e criar um clima mais seguro. Isso é uma coisa comum e pode ajudar bastante a modelo se sentir confortável nas fotos e seu trabalho ficar bacana.

Seja compreensível com isso. Não reclame que ela irá levar o namorado para acompanhar sua sessão de fotos. Não é pessoal, é só uma maneira de se proteger. Acredite, se não houvessem abusos diariamente por parte dos homens, isso não seria nem um tópico para ser discutido (e esse guia nem precisaria ser escrito também).

Ah, não vale pedir pra modelo levar uma amiga mulher, seu lixão humano.

A Thays gosta de levar seu namorado para as sessões. Especialmente quando o trabalho envolve tirar a roupa e ela não conhece o fotógrafo. “É aquela velha história: um homem só respeita outro homem. Não gosto quando eles falam que não querem meu namorado lá, eles precisam entender que quando falam isso estão perdendo uma credibilidade enorme e um ensaio bom. Quando estou com ele, me sinto muito mais confortável para me soltar. Ele me dá dicas e me deixa tranquila.”

2. Em hipótese nenhuma faça comentários grosseiros, engraçadinhos ou derivados durante a sessão de fotos.

Parece até meio ridículo precisar falar esse tipo de coisa, mas isso foi tópico de várias denúncias de modelos na internet e, inclusive, a Thays e a Karina já passaram por situações cabeludas do gênero.

Se o seu projeto exige que a modelo tire a roupa e ela mal te conhece, é óbvio que ela está mais vulnerável à situação. Não significa, em hipótese alguma, que ela pode ser xavecada por você só porque topou fazer fotos de nu.

“Não gosto de ouvir nenhum tipo de elogio durante as fotos. Quer elogiar? Elogia a foto. Não me chama de linda. Acho isso desnecessário. Claro que é diferente quando eu conheço a pessoa muito bem ou estou fotografando com mulher”, explica Thays.

3. Evite tocar no corpo da modelo.

Comunicação é a chave. Explique para ela o que você quer fazer, mostre você mesmo como você pensa na pose. Gesticule, sei lá. Só não toca. Isso cria um desconforto tão grande para a pessoa que está sendo fotografada não tem nem como explicar. Se imagine pelado e um homem que você mal conhece começa a tocar seu corpo para te fotografar. Ruim, né?

“Se eu tô tirando a roupa e vejo que ele tá me olhando, me observando demais já acho estranho. Ele precisa dar um tempo para a menina. E não encostar. Tem que ter um cuidado no tato, principalmente porque, às vezes, ele nem conhece a menina e já tá pegando no corpo. E ela já tá fragilizada porque está nua, sabe?”, reclama Karina.

“Tocar é um problema muito grande e já parei um ensaio por causa isso”, relembra Thays. “Não sou uma boneca.” Uma boa saída apontada pela modelo é (se possível) ter uma assistente mulher para ajudar a explicar as poses. “Na maioria das vezes quando meu namorado fotografa eu tô junto para dar assistência. Quando precisa tocar na modelo, quem faz isso sou eu e sempre peço antes. É muito ruim ter um homem te tocando que você não conhece. Nem quando pede licença, não gosto.”

4. Jamais insista em algo que a modelo não se sinta confortável em fazer

Eu sei que você tá animadão e já tinha tudo pronto na sua cabeça antes da sessão de fotos. Acontece que nem todo mundo está na mesma vibe que você. Tem pessoas que conseguem se soltar mais e ousar mais nas fotos, outras que vão até um limite.

“Eu não vou citar os projetos, mas eu já me senti muito desconfortável na questão de pegar e me colocar como se eu fosse uma peça. A pessoa que está ali posand, tanto faz, sabe? É muito chato. E é bem triste porque quando você lida com corpo, modelo ou fotógrafo, é uma coisa delicada. Não é só o corpo, você passa uma parada, então não dá para lidar com tanta frieza em algo que é tão profundo e interno”, explica Jacqueline.

Deixe a modelo se soltar e fazer as coisas por conta própria. Óbvio que você pode dirigir o que você quer, mas não adianta forçar a pessoa fazer algo que não topou previamente. Certamente, suas fotos vão ficar uma porcaria se você usar essa tática de pressão.

Karina, por exemplo, não curte fazer fotos mais explícitas da sua virilha. “Se o cara insistir em fazer isso, ficar pressionando, eu não aceito e acho muito desagradável. Tem meninas que topam, mas quando a iniciativa vem do cara e não da menina eu já acho estranho.”

“Eu já recebi coisas do tipo ‘você não pode ter vergonha’, mas tem meninas que têm vergonha. Nem todo mundo é fácil assim na hora de tirar a roupa na frente de um cara e um assistente. Você acabou de conhecer essas pessoas”, contesta.

Se o seu trabalho não oferecer cachê, sempre veja com a modelo se é ok postar alguma foto na internet

Pense que não é só seu trabalho que está sendo divulgado, é a imagem da modelo também. Que legal que ela topou trabalhar com você, mas é uma coisa bacana você mostrar as fotos editadas do ensaio e ver com ela se tá tudo bem postar no Instagram. Ela também tem o direito de controlar sua imagem.

“Eu deixo os fotógrafos bem à vontade na hora de escolher as fotos, porque, afinal, é o trabalho deles. Mas eu veto sim quando não gosto de alguma coisa”, conta Karina.

O caso de Thays é mais delicado porque ela costuma ser modelo de workshops pagos de fotos nu. Ela sempre solicita para que peçam autorização antes de publicar qualquer coisa. “Às vezes, você não vê quem tirou a foto e acaba saindo num ângulo estranho.”

Não seja uma pessoa birrenta. Uma coisa é um trabalho em que a modelo está recebendo um cachê e outra é você fazer um convite casual para tirar fotos sem pagar. Questão de respeito.

Fonte: Curso básico para fotografar mulheres nuas sem ser um babaca.

A beleza masculina também é para ser admirada?

“O masculino … Para ele é dito para não chorar. Para ele é dito para não estender a mão para o conforto ou segurança. É dito para não pedir ajuda ou para se permitir ser visto como inseguro. É dito para não tremer ou encolher frente ao perigo. É dito para não cantar de alegria. Quando ele consegue subir no pedestal de respeito e apreço, ele descobre que é um pedestal estreito, solitário e precário. Através de tudo isso, ele anseia por ser necessário e realizar um senso de propósito” – David Bollt

Ao se referir a pessoas, a palavra “beleza” é geralmente associada com as mulheres, mais do que os homens. Descrevemos também uma infindável variedade de coisas não-humanas – tais como flores, pôr do sol, paisagens e até mesmo carros – como “belo”, mas por alguma razão, este termo não é comumente usado para descrever os homens. Embora ‘bonito’ é uma bela palavra para descrever um homem tão atraente, ele não consegue abraçar a gama completa da humanidade masculina.

Por quê? Existem preconceitos culturais que influenciam a forma como nos relacionamos com os homens? Ou existem apenas diferenças naturais em como nós experimentamos isso?

Com um pouco de prática, os seres humanos têm uma capacidade infinita de experimentar a beleza. Em um determinado momento, você pode ser atingido por beleza como quando você encontra alguém atraente. Em outro momento, você pode testemunhar uma qualidade diferente de beleza, como você contemplar a sabedoria e caráter gravado na face de uma pessoa idosa.

Independentemente do seu sexo ou orientação sexual, convidamos a ter um momento para transcender associações habituais da linguagem, e experimentar estas imagens de homens como simplesmente bonitas.

Para alguns, isso é confrontar, para outros é perfeitamente natural.

Não sugerimos que você deve ver as coisas de uma maneira ou de outra. No entanto, pensamos na beleza como uma oportunidade. Acreditamos que a capacidade e a vontade de experimentar a beleza – em si mesmo e em outros – é um presente que você pode dar a si mesmo e ao mundo.

Texto Original: Can you experience men as beautiful too?

“Antes nua do que sua”

O fotógrafo Gabriel Wickbold reuniu mais de 50 mulheres em um ensaio contra o machismo. Intitulado “Antes nua do que sua”, o projeto teve a participação de algumas famosas, como Didi Wagner, Fernanda Paes Leme e Carol Bittencourt.

Os cliques, todos em preto e branco, foram feitos no estúdio de Gabriel, em São Paulo, com luz natural e sem usar Photoshop. A série fotográfica foi divulgada pelo Instagram, ao lado de frases sobre o empoderamento feminino, como “Não se nasce mulher: torna-se”, de Simone de Beauvoir.

 

"Te desejo uma insônia cheia de lembranças minhas" | @gioserrano por @gabrielwickbold beauty @gabiferreira._ para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

"Antes nua do que minha." | @grazziferraz_ por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

 

"Infinitamente belo, insuportavelmente efêmero" Rubem Alves | @thais.belmonte por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olhe além do que se vê. | @thais.belmonte por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

"É vaidosa faz questão de nunca máquiar a alma." @zackmagiezi | @azevedo.mayra por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

Passou como um furacão. | @thais.belmonte por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

 

"O riso é a menor distância entre duas pessoas." Victor Borge | @juliazagari por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

 

 

"Because we can imagine, we are free", Sartre | @juliazagari por @gabrielwickbold para @antesnuadoquesua

A photo posted by antes nua do que sua (@antesnuadoquesua) on

Fonte: ‘Antes nua do que sua’: famosas posam em ensaio contra o machismo

A forma do corpo humano é inegavelmente escultural

“O espírito é tão vazio e cego que não pode reconhecer o fato de que o pé é mais nobre do que o sapato, e pele mais bonita do que a roupa com a qual está vestida?” – Michelangelo

Artistas de todas as épocas foram celebrados pela criação de retratos precisos e inspiradoras da forma humana. Em pinturas e esculturas, as proporções elegantes do corpo humano são reconhecidos por sua milagrosa beleza. Colocamos grandes artistas em pedestais pela sua genialidade, mas muitas vezes não conseguimos reconhecer que esses grandes artistas estão colocando você e eu – e toda a humanidade – em um pedestal. Estas obras de arte são transcendentes tentativas para imortalizar, celebrar e imitar o milagre do corpo humano, uma vez que já é: perfeitamente formado … vivendo e respirando … como você e eu.

Ao visualizar estas imagens, somos convidados a considerar a perspectiva do artista, em vez de a obra de arte por si só. Imagine as linhas e as formas de seu próprio corpo visto como um milagre … dignas de estudo, contemplação, exploração e imitação. Suba em um pedestal e imagine-se através dos olhos de arte.

Texto: David Bollt, Fundados do Model Society.

As fotografias de Jennifer Toole retratam um admirável mundo nu

A fotógrafa de Toronto Jennifer Toole co-fundadora do site Herself.com, que mostra retratos nus de mulheres da província de Ontário no Canadá fotografadas à luz natural. “Estas são mulheres fortes e muito corajosos que se oferecem como um exemplo de beleza natural”, diz ela.

As fotografias de Jennifer Toole às vezes são capturados na primeira luz do dia. O brilho suave do nascer do sol a muito tempo é estimado para os fotógrafos. Mas para Toole, é mais como seu “estilo guerrilha” de sessões de fotos ao ar livre, um tempo seguro para suas modelos ficarem nuas.

“Você pode sair a vontade no início da madrugada”, diz ela.

Toole e uma mulher chamada Demi um dia aproveitaram a distração de seguranças e pularam a cerca do Ontario Place, um complexo a beira do lago Ontario em Toronto. O resultado ajudou Toole a lançar o Herself.com – uma celebração ao corpo humano em sua essência. Demi ficou em pé como uma estátua nua em uma laje de pedra, seu corpo forte, determinado pronto contra a vastidão do lago.

Mais recentemente, o amanhecer viu outra modelo de Toole posando na parte superior da arquibancada no Exhibition Place, vestida apenas em tênis. Saindo de suas costas um enorme par de asas. Ela é a Nike, a deusa grega da vitória. Toole planeja para 25 janeiro uma exposição de deusas nuas na Only One Gallery.

“Não há muito que é mais bonito do que um corpo de mulher”, diz ela durante um almoço em um hotel no centro.

Nus foram o assunto da fotografia desde invenção da câmera no início de 1800. Ao longo do caminho, as mulheres que têm elevado esse trabalho para uma forma de arte incluem Julia Margaret Cameron, Diane Arbus e Mona Kuhn.

As ambições de Toole nesses trinta anos não são menos nobres, particularmente quando a cultura popular parece inclinada a distorcer o corpo que se apresenta de forma pura. A beleza é “photoshopada”, cirurgicamente reforçada e objetivado. Mulheres sentem diminuídas nessas comparações, e Toole quer confrontar isso com seu trabalho.

“Eu sempre tive o desejo de sanar essa epidemia de insegurança nas mulheres,” ela diz.

“Kylie Jenner, modelo e personalidade,reconstruiu seu rosto inteiro antes dos 18 anos e acaba de lançar três cores de batom que fizeram milhões de dólares em um dia. Que tipo de lição é essa para os adolescentes? ”

A mensagem de Toole é grave, mas suas fotos são suaves. Seus nus são divertidos. Elas se vangloriam da sua auto-imagem, não mais prisioneiros do que a cineasta feminista Laura Mulvey chama de “o olhar masculino.”

Esse conceito tem criado burburinho internacional no início de 2015, quando Toole uniu-se com a atriz australiana Caitlin Stasey para lançar o website Herself.com. Ele mostrou nus de mulheres da região de Toronto, identificado apenas pelo primeiro nome. Toole os fotografou na luz natural com filme de formato médio, dando as imagens uma textura de uma pintura.

“Estes são mulheres fortes e muito corajosos que oferecem a sua imagem como um exemplo de beleza natural”, diz Toole. “É uma celebração do individualismo nas mulheres.”

Em longas entrevistas realizadas por Stasey, as mulheres descreveram tudo, desde seu despertar sexual de seus pontos de vista sobre o amor. O site atraiu tanto o tráfego que deixou de funcionar no primeiro dia. O projeto tem expandido para incluir o trabalho de seis fotógrafos com sede nos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, e mais de 4.000 mulheres se voluntariaram para contar suas histórias e posar nua.

“O projeto tem principalmente atingido mulheres jovens que são criadas em um mundo que não incentiva o amor a si mesmos como elas são”, diz Stasey.

“Honestamente, sem Jennifer, Herself.com teria afundado”, Stasey acrescenta. “Ela trouxe para o projeto muitas mulheres dispostas a ser documentado, e não só isso, ela fez elas se sentirem valorizadas e confortáveis. Alguma vez você já teve que despertar a essência de alguém enquanto eles estão completamente nu em uma manhã gelada de Toronto? Ela é verdadeiramente mágica. ”

A mais recente série de nus de Toole é uma resposta a Boko Haram, grupo extremista nigeriano responsável pelo sequestro e estupro de centenas de meninas. Sua ideia é combater a misoginia mortal do grupo representando imagens icônicas de mulheres acima do peso retratando deusas da mitologia grega.

Ela planeja imprimir 30 imagens, cada uma de três metros de altura. Arquiteto Katy Mulla está projetando uma estrutura leve, como um museu portátil, para mostrar as imagens. Toole espera que sua exposição itinerante chegue um dia na Nigéria.

É uma visão ousada, mas Toole gosta de pensar grande.

“Eu estou apenas começando”, diz ela.

Fonte: Steve Russell para Toronto Star
Tradução: Cadu Santos

Cinco razões para você ficar nu mais vezes

003

Quando eu era uma estudante nos EUA, rapidamente dominei a arte de mudar de roupa no vestiário. Era predominante nos despirmos mantendo alguma peça de roupa ao mesmo tempo em que nos despíamos.

Então, quando eu acidentalmente me encontrei em um retiro de nudismo num spa nos alpes austríacos no inverno surpreendente eu comecei a pensar sobre o meu corpo.

Eu e mais um amigo chegamos a área de spa, que esperávamos ver toalhas brancas macias, maiôs e corpos de todas as formas e tamanhos. Mas em vez disso, tudo o que alguém estava usando era nada. Eu me encolhi meio tímida.

001Olhando ao redor daquele mar de corpos nus eu senti imensa vergonha. Tenho estrias no meu quadril resultado de uma gravidez. Meu seio esquerdo é um pouco maior do que meu seio direito. Quando foi a última vez que eu raspei minhas pernas? Oh meu Deus, seios daquela mulher de 50 anos de idade são maiores que os meus. Será que o minha nádega é parecida com essa? Deus não! Pelo menos eu me exercito. Bem, eu acho que estou mais magra do que ela. E assim por diante.

Meu amigo suspirou, olhou para mim e disse: “Eu acho que é considerado rude se não tirarmos nossas roupas.” Rude ?! Então, eu me recusei, mas depois da nossa primeira sauna, comecei a entender a lógica por trás da política de não-roupas. Eu estava seriamente superaquecida. Com uma inspiração profunda (depois de um enorme suspiro!) Eu tirei meu top.

Meus peitos … … Lá estavam eles. Eu percebi que tinha um tempo que era mais fácil tirar a camisa na frente de um parceiro sexual, do que tendo que mostrar os meus seios em público.

Mas em vez de fixar-se nos outros, eu decidi redirecionar meu foco para o porque eu sentia tanta vergonha. Por que foi o meu primeiro impulso para comparar o meu corpo para todos os outros? Por que eu estava catalogando cada centímetro de celulite que eu vi? Por que eu estava obcecada com o quão terrível que eu pensei que parecia?

Aqui estão cinco razões libertadoras porque você não deve ter medo de ficar nu:

1. “Perfeição” é uma ilusão.

Mesmo que eu esteja feliz com o meu corpo na maioria das vezes, eu ainda me sinto uma imensa pressão para parecer “perfeito”. Desde muito cedo me ensinaram como me tornar mais atraente para os homens – como flertar, usar saltos altos, saias curtas, sobrancelhas, entupa de maquiagem, etc. E ainda, com toda a roupa.

“Imperfeição” significa que não é um objeto de perfeição, e que não é apenas verdadeiro. Cada corpo é diferente. Quando olhei ao redor do spa naquele dia não era o meu corpo que me separava de todos os outros, era a minha atitude.

2. Ser vulnerável na frente dos outros é uma coisa boa.

Na Europa – Alemanha especialmente – é perfeitamente normal tirar o maiô e ir para um mergulho nu. Indo para a sauna é um passatempo amado e é geralmente entendido que todo mundo vai estar nu. No estúdio de ioga, onde eu ensino. Descobri que ver outros corpos nus pode nos fazer sentir mais confortáveis em nossa própria pele, se estamos dispostos lidar com o desconforto e medo.

3. Quando você julga os outros, você se julga.

Eu percebi que eu estava com medo de enfrentar meu próprio autojulgamento. Em vez de praticar a autocompaixão. A sociedade nos ensinou a julgar e criticar, em vez de amar e cuidar de nós mesmos e dos outros.

A primeira vez que eu estava a frente de uma sala de aula de yoga como uma professora, percebi que eles não olham o que você vê nas revistas, nem eles se parecem com o que costumamos ver. Mas ainda assim era um espetáculo bonito de se ver, no entanto.

Quando você se compara com outras pessoas, é uma forma de automutilação. Temos que cuidar do nosso corpo físico e emocional, e às vezes é igualmente importante – se não mais importante – ter uma rotina de fitness emocional também. A meditação é altamente eficaz para isso.

4. Quando você se sente confortável em estar nu, você vai se sentir menos inclinados a usar maquiagem e saltos.

Eu nunca fui uma garota feminina – não é só o meu estado natural. Às vezes eu uso batom (mas a maior parte do tempo não) mas eu finalmente percebi e aceitei que perder o traje me ajudou a ficar confortável apenas sendo eu mesma.

5. Ter meu contato com a Mãe Natureza foi muito bom.

Como a neve nos picos alpinos, meu corpo também um dia ira derreter. Meu bumbum vai ficar flácido e minha pele enrugar.

A pratica da yoga me ensinou uma coisa, é que eu não sou apenas corpo e eu não sou apenas o que passa em minha mente. Tudo neste mundo é material, e está sujeito a mudanças constantes. Mesmo sentada aqui agora e escrevendo isso, meu corpo está mudando. Minha pele é uma barreira de material em torno de mim e de alguma forma tirar a roupa naquela montanha, me fez sentir mais em paz com a natureza e comigo mesma.

007

Por Samantha Rose

Tradução Equipe OS NATURISTAS

Seu corpo é sua biografia

Por Sonia Parecadan

Há um medo irracional do corpo feminino nu na cultura de hoje. Começando dos rigorosos códigos de vestimentas para as meninas do ensino médio até a censura de mamilos femininos em público e no Facebook, há uma mensagem que o corpo deve ser escondido e silenciado a todo custo. Enquanto isso, as imagens tradicionais do corpo feminino são geralmente artificiais e hiper-sexualizada, desprovidas de verdade. Essas imagens irreais dizem às mulheres que o processo de envelhecimento é algo a se temer.

Comecei cedo minha carreira como modelo de nu quando participei do “Dynamic Nude Workshop” e experimentei uma mudança de paradigma.

Criando belas obras de arte com companheiras modelos e fotógrafos, entre algumas das paisagens mais deslumbrantes da natureza, foi a chave para uma revelação pessoal: Estamos nos tornando cegos para uma das mais divinas criações do universo. Enquanto a forma da mulher pode ser poderosamente erótica, classicamente bela e facilmente explorável, a maioria da sociedade não está percebendo tudo que é mais fascinante e sagrado no corpo de uma mulher.

Perdemos ver que nossos corpos são a nossa biografia. A figura da mulher mais velha está cheia de belas “falhas”; cada cicatriz tem uma história, cada ruga um testemunho de uma vida vivida. As paisagens do corpo contam histórias de crianças nascidas e nutridas, de dias banhados pelo sol e cargas pesadas carregadas. Esta história épica de vulnerabilidade e força pode ser ao mesmo tempo elegante e intensamente bonita. Seios caídos, com sua beleza pendentes, a complexidade robusta de rugas e dobras – estas características gloriosas nos lembram que o que significa ser humano – lutar, dar a vida, crescer, mudar, sobreviver e vencer.

Meu corpo está mudando. Eu costumava ser uma criança. Agora eu sou uma mulher madura. Um dia, se eu tiver sorte eu vou envelhecer. Como eu me revelo, nua na minha arte, você pode ver meu corpo como minha biografia.

Eu sou eternamente grata a todos que conheci durante essa aventura milagrosa. O workshop Dynamic Nude ajudou-me ver a mim mesmo e a forma feminina em uma nova luz. Percebendo a beleza e a história revelada nos detalhes em constante mudança dos corpos das mulheres me alegrei com o requinte na minha arte e minha vida.

Sonia Parecadan é mãe e modelo na Model Society e já trabalhou com fotógrafos de renome de todo o mundo. Ela é uma ávida praticante de yoga, bodyworker profissional, e faixa preta de Kung Fu. Como modelo, ela se orgulha de trazer brilho e humor para sessões de fotos. Para ver cópias de carteira de modelagem de Sonia visitá-la na sociedade Modelo: http://modelsociety.com/Model/Devi/

Marge Simpson é ícone da moda

Tentados pelo seu cabelo matador cor azul do céu, esquecemos das deliciosas curvas de Marge Simpson, boas demais para um simples cartoon amarelo. Para nos relembrar do poder de sedução da poderosa cabeleira, Alexandro Palombo resolveu recriar os momentos mais memoráveis da história da moda utilizando a Marge como garota da foto poder.

Considerado o “pai da moda sátira”, Alexsandro é conhecido por criar polêmica na indústria da moda com suas provocantes ilustrações ativistas que não se encaixam nenhum pouco no padrão de beleza esperado.

Via Marge Simpson, the Style Icon

Calendário com bombeiros sem camisa (ou menos ainda) para ajudar pessoas carentes

O fotógrafo de moda Fred Goudon resolveu usar sua habilidade na fotografia para ajudar pessoas carentes. Ele acaba de lançar um calendário para 2016 estampado por bombeiros franceses bonitões, quase sem uniforme, para ajudar a Pompiers Sans Frontières, uma organização que fornece ajuda humanitária aos necessitados.

“Para mim e para muita gente os bombeiros são verdadeiros heróis. Esses caras saem de suas casas todos os dias para salvar vidas”, disse Fred ao The Local. “Eles são fortões, bonitos… vocês verão nas imagens que há um orgulho estampado no rosto deles que é difícil de ver em outras profissões”, completou.

O projeto levou um ano para ser feito. Quem comprar, tera um ano inteiro para olhar para os bombeiros na folhinha, e ainda estará ajudando pessoas.

Veja mais no site oficial do Fred.