Fotógrafa brasileira se registra nua para voltar amar seu corpo pós-maternidade

Depois de que sua filha nasceu, a fotógrafa Juliana Caribé demorou para conseguir se olhar no espelho e voltar a se reconhecer. Segundo ela, esse processo de reconhecimento, que ainda está acontecendo, passa por aceitar e viver seu novo corpo.

Ela entende que o corpo é apenas o veículo que utilizamos para expressar o que somos internamente, e para conseguir ressignificar tantas mudanças vividas a partir da maternidade, ela, acostumada a fotografar tanta gente, resolveu que era hora de virar as lentes para si mesma.

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Quando enfim apontou sozinha a câmera para si e decidiu se fotografar, Juliana conta que descobriu uma beleza e sensualidade que estavam adormecidas. “E eu me permiti ser mulher – e não apenas mãe -, e me permiti amar esse meu novo corpo, e sentir prazer na existência dele como ele é”, afirma.

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Para ela, o autoensaio procura muito mais do que realizar registros bonitos de uma mulher nua, mas sim um processo de resgate, de redescobrimento de si, assim como uma sugestão de possibilidade e amor-próprio para qualquer pessoa. “É uma peça importante de um quebra-cabeças pós-maternidade que eu estou, aos poucos, conseguindo montar”.

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Você pode seguir o trabalho de Juliana pelo Instagram ou por seu blog.

Todas as fotos © Juliana Caribé

Recentemente o Hypeness mostrou uma série de autorretratos nus feito por cartunistas mulheres para protestarem contra o machismo. Relembre.

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Fotógrafos para conhecer: Katerina Bodrunova

Não me sinto definida pela realidade

Katerina Bodrunova é uma premiada fotógrafa que ganhou alguns dos mais prestigiados prêmios de fotografia, como o Prix de la Photographie, Paris (PX3) (2011), e Pollux Awards 2011, em Londres, Reino Unido, entre outros.

Ela gosta de criar sua própria realidade, sem restrições pelas regras e limites do mundo natural, mas inspirada por viagens, cinema, estudo, arte e vida.

O seu trabalho tem uma bela atmosfera que nos convida a não só pensar sobre o nosso mundo físico e social, mas também dar a esse mundo dimensões extraordinárias.

+ Informações aqui: Katerina Bodrunova

Fotógrafos para conhecer: Helmut Newton

“As primeiras 10 mil fotos são as piores”

Helmut Neustädter, foi um fotógrafo de moda alemão, naturalizado australiano, famoso por seus estudos de nus femininos.

Filho de um fabricante de botões judeu-alemão e de uma americana, desde muito jovem interessou-se por fotografia, tendo trabalhado para a fotógrafa alemã Yva (Else Neulander Simon).

Em 1946 instalou um estúdio fotográfico no qual trabalhou principalmente com moda, nos afluentes anos pós-guerra. Pouco tempo depois tornou-se cidadão australiano. Nos anos seguintes viveu em Londres e Paris, e trabalhou para a Vogue francesa. Passou os últimos anos de sua vida em Monte Carlo e Los Angeles. Morreu em um acidente de automóvel na Califórnia. Suas cinzas foram enterradas em Berlim, Alemanha.

Helmut Newton não gostava de fotografia a cores e de fotos com fundo branco. O objetivo do seu trabalho era entreter e seduzir.

Além de utilizar muito a foto a preto e branco, Helmut Newton tinha alguns cenários nos quais achava que a mulher devia ser representada, como hotéis, carros e a própria rua.

Também via o contraste entre o local de fundo e o modelo como algo muito importante. Quanto ao equipamento, utilizava apenas o indispensável. Criou um mundo de mulheres onde há, sim, homens, desde que eles não sejam os protagonistas. Para criá-lo, o fotógrafo berlinense misturou mulheres incomuns e homens em sua maioria figurantes à vida corriqueira.