“Por mim a gente tirava a roupa onde quisesse, a qualquer hora, por qualquer motivo”

karina-buhr Karina Buhr de disco novo e sem-vergonha: “Por mim a gente tirava a roupa onde quisesse, a qualquer hora, por qualquer motivo”

Em meio ao lançamento do seu terceiro álbum, Selvática , neste mês, Karina Buhr acabou vítima de censura no Facebook: a capa foi malvista e rotulada como “imprópria”. Tudo porque a cantora resolveu estampar seus peitos, assim, descobertos. A cantora garante que não tá mostrando nada, “apenas estou sem camisa”, mas a patrulha não liberou. Em entrevista à Trip , Karina fala sobre seu novo disco, polêmicas na internet e tenta entender a complicada relação entre sexo e tecnologia.

Quais as expectativas para o lançamento de Selvática?

Quero que ele se espalhe muito e quero fazer muitos shows por todo lugar. O disco está mais pesado que os outros. Gravamos baixo, bateria, teclado sempre juntos e a maioria das vozes também gravei ao vivo, com eles.

A patrulha do Facebook chegou na sua capa. Ao mesmo tempo, a nudez nunca foi tão exposta no mundo digital.

Essa dicotomia tem a ver com machismo. A nudez que é aceita é aquela em que a mulher é oferecida como produto. Quando uma mulher tira a roupa com naturalidade, ou amamenta seu filho, isso incomoda. Leio toda hora “Karina Buhr mostra os seios em capa”. Não estou “mostrando” nada, apenas estou sem camisa.

A internet está mudando a forma como as pessoas lidam com sexo?

Isso muda o tempo todo, quando muda a forma de comunicação. Tudo está muito ao alcance e se, por um lado, existe uma liberdade maravilhosa, existem também os abusos.

E os apps como o Tinder?

Não entrei nessa, não funciono desse jeito. Também não vejo problema nenhum em quem gosta. Se tem uma coisa que ninguém vai desaprender é a flertar. Há novas maneiras de agir, mas é tudo parte da mesma coisa.

Manda nudes?

Sim, até na capa do disco! Acho lindo corpo, por mim a gente tirava a roupa onde quisesse, por qualquer motivo. Tomar banho de mar e de rio sem roupa é das coisas mais deliciosas da vida, que raramente a gente pode fazer – e se a polícia passa ainda leva a gente presa. Por falar em polícia, é legal não esquecer do grande trabalho que temos pela frente, de mudanças de paradigmas (e aqui vem o machismo de novo) pra que as pessoas não se sintam à vontade em divulgar imagens de outras sem o consentimento.

Fonte: Revista Trip #248Texto: Ana Luisa Abdalla

Vale lembrar que o álbum Selvática está disponível para download gratuito.

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Oi eu sou o Cadu (leia a frase acima na voz do dublado do Goku, o Wendel Bezerra) Moro atualmente em Brasília e sou apaixonado por fotografia. Você pode me encontrar nas redes sociais informadas aqui.