Exposição com fotos feitas por deficientes visuais, em São Paulo

Fotografia de Beatriz Santana

Fotografia de Beatriz Santana

A partir do dia 28/11 até o dia 3/4 de 2016, a Pinacoteca de São Paulo apresenta a mostra Transver – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual, com trabalhos de dez alunos do Curso de Fotografia para Deficientes Visuais, ministrado durante nove semanas no próprio museu. Divido em três módulos de ensinamentos teóricos e práticos, o projeto foi liderado por João Kulcsár, coordenador do projeto de fotografia com deficientes visuais do Senac-SP, em parceria com a equipe do educativo do museu.

O resultado fotográfico surpreende, pois os alunos, todos com diferentes graus de deficiência visual, aprenderam a lidar com o equipamento, a desenvolver as competências básicas necessárias e a perceber o espaço a partir dos outros sentidos.

Além das fotos, os visitantes terão acesso a pranchas táteis, áudio-descrições, textos em Braille e um código QR, que permitirá que os visitantes assistam aos depoimentos gravados pelos artistas da nistra – tudo isso pensado para tornar a exposição acessível a diversos públicos.

Durante o curso de nove semanas, os participantes foram sensibilizados por poesias de Manoel de Barros, trabalhos de fotógrafos contemporâneos, visitas à Pinacoteca e seu entorno e pelo uso de diversos materiais multissensoriais do Programa Educativo para Públicos Especiais do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca.

Exposição Transver – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual
Data: 28 de novembro de 2015 a 3 de abril de 2016
Horário: ter. a dom., das 10 às 18h (bilheteria até as 18h).
Local: Pinacoteca de São Paulo – Praça da Luz, 02

Fonte: Casa Vogue

Ensaio de moda inspirado em refugiados

Oportunismo ou má interpretação? O fotógrafo diz que não pretendia glamourizar o problema social, mas fazer as pessoas pensarem sobre.

Um ensaio de moda inspirado na crise migratória feito por um fotógrafo húngaro gerou polêmica e está sendo acusado nas redes sociais de ser ofensivo e de glamourizar um problema social.

As imagens mostram uma modelo com roupas de marca, celular com capa da marca Chanel e lenço no cabelo em frente a uma cerca de arame farpado. Em algumas fotos, ela aparece “sendo presa” por um policial. Ela também aparece com parte dos seios à mostra em algumas cenas.

O ensaio, batizado de “Der Migrant” (O migrante, em alemão), foi chamado de “oportunista” e “doentio” e por usuários das redes sociais.

O fotógrafo, Norbert Baksa, enviou uma mensagem ao G1 com suas explicações sobre o trabalho. Ele diz que os críticos não entenderam a mensagem e estão “tirando conclusões baseadas em informações parciais e tendenciosas”.

“O ensaio não pretende glamourizar essa situação claramente ruim, mas chamar a atenção para o problema e fazer as pessoas pensarem sobre ele”, afirmou.

Baksa afirma que normalmente se recusa a abordar tópicos políticos, mas escolheu o tema desta vez por ser uma situação que “afeta a rotina diária de praticamente todo mundo na Hungria”.

“Nós nunca pretendemos ofender ninguém, apenas chamar a atenção para a complexidade desse problema. Durante a sessão, demos o nosso melhor para respeitar a fé e a convicção das pessoas e não cruzar certas barreiras”, escreveu, acrescentando que as fotos mostram “uma mulher sofrendo, que é também bonita apesar da sua situação, usa roupas de alta qualidade e smartphone”.

Por enquanto o ensaio foi publicado apenas em suas contas no Twitter e no Instagram, mas o fotógrafo afirma ter recebido convites de publicações em vários países com interesse nas imagens.

Fonte: G1 (nunca leia os comentários)