A beleza masculina também é para ser admirada?

“O masculino … Para ele é dito para não chorar. Para ele é dito para não estender a mão para o conforto ou segurança. É dito para não pedir ajuda ou para se permitir ser visto como inseguro. É dito para não tremer ou encolher frente ao perigo. É dito para não cantar de alegria. Quando ele consegue subir no pedestal de respeito e apreço, ele descobre que é um pedestal estreito, solitário e precário. Através de tudo isso, ele anseia por ser necessário e realizar um senso de propósito” – David Bollt

Ao se referir a pessoas, a palavra “beleza” é geralmente associada com as mulheres, mais do que os homens. Descrevemos também uma infindável variedade de coisas não-humanas – tais como flores, pôr do sol, paisagens e até mesmo carros – como “belo”, mas por alguma razão, este termo não é comumente usado para descrever os homens. Embora ‘bonito’ é uma bela palavra para descrever um homem tão atraente, ele não consegue abraçar a gama completa da humanidade masculina.

Por quê? Existem preconceitos culturais que influenciam a forma como nos relacionamos com os homens? Ou existem apenas diferenças naturais em como nós experimentamos isso?

Com um pouco de prática, os seres humanos têm uma capacidade infinita de experimentar a beleza. Em um determinado momento, você pode ser atingido por beleza como quando você encontra alguém atraente. Em outro momento, você pode testemunhar uma qualidade diferente de beleza, como você contemplar a sabedoria e caráter gravado na face de uma pessoa idosa.

Independentemente do seu sexo ou orientação sexual, convidamos a ter um momento para transcender associações habituais da linguagem, e experimentar estas imagens de homens como simplesmente bonitas.

Para alguns, isso é confrontar, para outros é perfeitamente natural.

Não sugerimos que você deve ver as coisas de uma maneira ou de outra. No entanto, pensamos na beleza como uma oportunidade. Acreditamos que a capacidade e a vontade de experimentar a beleza – em si mesmo e em outros – é um presente que você pode dar a si mesmo e ao mundo.

Texto Original: Can you experience men as beautiful too?

Nudez e Giz

giz-07Rafael Aguiar é fotógrafo e cineasta de Cataguases, interior de Minas.

Depois de estudar Comunicação Social em Juiz de Fora e teatro no Rio, Rafael foi premiado por conta de dois filmes: “Óbice”, no Rio de Janeiro e “Eu Não Tenho Herói”, em Cabo Verde. “Giz“, série que você vê neste post, é o nome de seu segundo trabalho com nu.

“Adoro fotografar pessoas, gosto do brilho nos olhos de quem se vê de uma forma diferente, sobre um novo olhar.”

A ideia para “Giz” surgiu após a fotografia que Rafael havia feito de uma amiga. “Adoramos a foto, mas sempre achávamos que tinha alguma coisa sobrando na composição, e era justamente a roupa!” – disse Rafael. “Comecei a amadurecer a ideia e fiz a primeira foto com um amigo. Tivemos um ótimo retorno das pessoas que nos acompanham nas redes sociais e isso foi um incentivo pra continuar. Comecei a convidar outros amigos e o projeto começou.”

Quando as fotos começaram a circular nas redes sociais, Rafael começou a receber pedidos de pessoas de todas as partes.

“Recebi poemas sobre o projeto, comentários gratificantes em cada fotografia que era postada e enfim comecei a acreditar cada vez mais no projeto.”

Rafael nos contou que o desenho de giz é feito pelos participantes e cada um traz um momento da sua história, de sua imaginação, de seus conceitos.

“Eu procuro ler todos esses elementos para montar a luz, a interação e a composição da imagem. Trabalhar o nu é sempre delicado, a maioria das pessoas no projeto nunca fizeram esse tipo de trabalho. Mas é impressionante como elas ficam mais à vontade após tirar a roupa.”

Fonte: http://www.ideafixxxa.com/nus-no-contorno-de-giz/